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Setembro 2026 - Safra e Exportações Brasileiras

Relatório de Setembro – Brasil

Visão Geral

Devido as chuvas que chegaram mais cedo do que nos últimos anos, alguns produtores já começaram o plantio da nova safra em setembro, no entanto, representam apenas 10 a 15% da expectativa de área a ser plantada, segundo estimativas.

Abaixo algumas fotos do plantio recebida de produtores:

Plantações em Mogiana e Alta Paulista, São Paulo, Brasil, Setembro, 2026.

A expectativa de redução da área varia muito de acordo com diferentes especialistas, mas o consenso segue sendo a direção, há estimativas de 15 até mais de 30%, mas a maioria dos palpites ficam ao redor de 30%. Em área absoluta, estima-se entre 195 e 215 mil hectares.

Considerando a boa produtividade do Brasil, se a produtividade ficasse entre 3,5 e 4,5 toneladas por hectare, estimaríamos uma produção entre os seguintes números:

Expectativas de produção para a safra 26/27.

Uma produção de 950.000 toneladas em casca não seria tão problemática, mas uma produção de 680.000 já causaria grandes problemas visto as demandas que o Brasil usualmente atende. No entanto, são apenas conjecturas para tentar entender as possibilidades, visto que ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa.  

O mercado não mudou muito, as diminuições nas exportações resultam de um mercado com menos apetite, os compradores passam a olhar mais para possíveis negócios de safra nova. Já os exportadores estão ainda aguardando pois há muita incerteza sobre os preços da saca do produtor na entrada da safra.

Exportações

Agosto marcou uma desaceleração clara nos dois produtos. Foram 26.460 toneladas de grão embarcadas, 23% abaixo de julho e 11% abaixo de agosto de 2025. É o menor volume mensal desde março e a primeira queda na comparação anual desde o início do ano-safra.

No ano-safra 25/26, iniciado em abril, o Brasil exportou 154.482 toneladas em cinco meses, contra 129.155 toneladas no mesmo trecho da safra anterior, 20% a mais. A vantagem segue relevante, mas vinha de 29% no fechamento de julho.

O óleo de amendoim recuou com mais força: 7.341 toneladas em agosto, 37% abaixo de julho e 48% abaixo de agosto do ano passado. No acumulado do ano, o grão sobe 21% e o óleo cede 18%.

Amendoim

Total

Exportações de amendoim em 2025/2026 x 2024/2025.

Exportações brasileiras de amendoim, NCM 12024200, ComexStat / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações de grão somaram 26.460 toneladas em agosto, contra 29.580 toneladas em agosto de 2025, queda de 11%. Em relação a julho de 2026, o recuo foi de 23%.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o Brasil exportou 215.289 toneladas, ante 178.607 toneladas no mesmo período do ano passado, um avanço de 21%. Considerando apenas o ano-safra 25/26, são 154.482 toneladas em cinco meses, 20% acima do mesmo trecho da safra 24/25.

 

 

 

 

Destino

Volumes exportados para os principais destinos.

Exportações brasileiras de amendoim, NCM 12024200, ComexStat / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A Rússia manteve a liderança com 7.763 toneladas, ainda que 28% abaixo de julho. A UE27 foi o único dos principais destinos a crescer no mês, com 5.157 toneladas, alta de 7%, e assumiu a segunda posição.

A Argélia caiu pela metade pelo segundo mês consecutivo, de 5.702 para 2.874 toneladas, acumulando queda de 74% desde o pico de junho. A África do Sul ficou com 2.275 toneladas, recuo de 31%.

O Egito, que passamos a acompanhar a partir deste relatório, importou 2.190 toneladas, alta de 16% no mês e já praticamente no mesmo patamar da África do Sul. Os cinco destinos somaram 77% do total embarcado em agosto.

 

 

Óleo de Amendoim

Exportações de óleo de amendoim em 2025/2026 x 2024/2025.

Exportações brasileiras de óleo de amendoim, NCM 15081000, ComexStat / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As exportações de óleo de amendoim totalizaram 7.341 toneladas em agosto, contra 14.054 toneladas em agosto de 2025, queda de 48%. Na comparação com julho de 2026, o recuo foi de 37%. É o menor volume mensal desde março.

No acumulado do ano, foram 80.286 toneladas, ante 98.117 toneladas no mesmo período de 2025, queda de 18%. No ano-safra a diferença é maior: 59.711 toneladas contra 79.134 toneladas, 25% abaixo. As duas curvas do gráfico se inverteram ao longo do período: a 24/25 partiu de um patamar baixo e subiu a partir de março, enquanto a 25/26 começou alta e vem cedendo desde maio.

Destino

Volumes exportados para os principais destinos.

Exportações brasileiras de óleo de amendoim, NCM 15081000, ComexStat / MDIC.

A China importou 6.895 toneladas em agosto, 34% abaixo de julho, e chegou a 94% dos embarques de óleo. A Itália ficou com 445 toneladas, queda de 61% no mês e o menor volume de toda a janela analisada.

Com a Itália praticamente ausente, o óleo brasileiro passou a ser, na prática, um fluxo de destino único. O recuo chinês de agosto responde sozinho por quase toda a queda mensal do produto.

Disclaimer: Todas as informações publicadas são verificadas junto a diversos processadores e produtores no Brasil, não refletindo opiniões pessoais, mas uma média das percepções dos principais agentes do mercado. 5 de outubro, 2026.

 

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